5 informações sobre diabetes que o médico precisa saber para responder aos pacientes

Existem muitos questionamentos sobre a diabetes tipo II, sobretudo por ser um agravo prevalente e constantemente debatido em televisão, jornais ou mesmo entre rodas de amigos.

Percebi que existem cinco principais perguntas que os pacientes fazem sobre diabetes. Com o objetivo de auxiliar o leitor médico e o estudante de medicina a fornecer uma rápida resposta para os pacientes, abaixo descrevo quais são as principais perguntas e suas possíveis respostas, que devem ser adaptadas a depender do grau de instrução do paciente atendido.

 

Conheça as respostas possíveis!

 

1- O QUE É? Até 90% das pessoas com Diabetes tem em sua forma tipo 2. No Brasil, a cada 100 pessoas, aproximadamente 8 tem este tipo de diabetes. Nesta doença ocorre certa dificuldade dos músculos, por meio de suas células, absorverem a glicose (açúcar) disponível na corrente sanguínea e com isto, ocorre níveis de glicemia altos constantemente. Esta manutenção de concentrações altas de açúcar no sangue tem repercussões negativas e servem de base para o diagnóstico.

2- COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO? O médico lança mão de exames complementares como a glicemia (quantidade de açúcar no sangue [plasma]) após jejum de 8-14 horas, hemoglobina glicada, teste de tolerância oral à glicose após 2 horas do uso de 75g de uma solução adocicada (dextrosol) ou mesmo uma glicemia a qualquer hora, desde que a pessoa tenha sintomas sugestivos da doença; muita sede, perda de peso ou mesmo maior volume urinário sem outra causa estabelecida.

3- QUAIS OS OBJETIVOS DO TRATAMENTO? A manutenção da glicemia para níveis adequados é um grande objetivo para o tratamento, e assim prezar pela qualidade de vida e a redução da progressão da doença. O médico deve ficar atento para prevenção de complicações agudas como hipoglicemias que pode ocorrer em virtude do tratamento proposto ou; complicações tardias, quando os órgãos-alvo são acometidos. Além de tudo, o tratamento de outros problemas como obesidade, hipertensão arterial sistêmica e alterações importantes do colesterol devem receber atenção e serem levados em conta como parte do manejo da pessoa com diabetes tipo 2.

4- QUAIS SÃO OS ÓRGÃOS-ALVO? São os vasos sanguíneos de pequeno calibre com repercussão ocular (retinopatia diabética que pode causar cegueira) ou doença renal (nefropatia diabética que pode comprometer a filtração do sangue levando ao que chamamos de Insuficiência Renal Crônica [IRC]), vasos sanguíneos de maior calibre que contribui para o aparecimento de aterosclerose (seguido de AVC ou infarto cardíaco).

5- QUAIS AS OPÇÕES TERAPÊUTICAS? Para a pessoa com diabetes tipo 2 a recomendação sobre mudança de estilo de vida com a adoção de hábitos saudáveis; exercícios físicos e nutrição adequada, são os pilares do tratamento. Muitas vezes o médico prescreve medicamentos como hipoglicemiantes orais ou até mesmo insulina, são mais duas ferramentas para o tratamento deste problema de saúde.

Sobre Daniel Coriolano

Daniel Coriolano possui graduação em medicina pela Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (2011) e residência médica em Medicina de Família e Comunidade pela Universidade Federal do Ceará – UFC (2013-2015). O médico também é diretor executivo da Núcleo M.D., empresa de eventos de desenvolvimento profissional e pessoal na área da saúde. Atualmente também é professor da graduação em medicina da Universidade de Fortaleza.

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